Acredito eu, que pelo fato de muitas vezes todas essas feridas com prazos intermináveis me fazerem sofrer tanto, eu quero achar a cura agora. Preciso saber qual remédio que vai fazê-las sarar e passar, durante horas, dias, meses, anos se assim for necessário para que essa dor insuportável passe. Dor da falta de sentimento, ou a grande quantidade de capacidade, mas a falta de oportunidade.
Enquanto em muitas das minhas buscas eu não encontrava nada, decidi desistir. E foi então,quando desisti,que me apareceu algo diferente. Não, eu não quero pensar mais nisto, não quero me ver desejando o fruto proibido. Não quero me ver proclamando sequer o nome daquele genérico que diz melhorar minha dor. Mas isso vai acontecer por quanto tempo? Quem me prova que daqui um dia a casca que foi formada e revestida por pele não vai sofrer outro arranhão ou até mesmo fratura exposta? Ninguém. E o pior é que somente eu, meu coração e o arranhão ou a fratura vai sentir a dor intolerável que vai me fazer rastejar, gritar, chorar, pedir pra parar e prometer nunca mais pensar sequer em senti-la novamente.
Então é sempre assim não é? Primeiro a busca cansável que nos leva a algo melhor. Depois a dor que não tem data para voltar. Aliás, ela já está doendo, porque não tem remédio, ele não existe, apenas no meu psicológico. Eu vou tratá-la, mas com o remédio certo: a frieza. Não quero coisas irreais e você, pra mim, é irreal. E pode ser que isto muda, ou também que continue assim. Tanto faz, mas não quero me ver sofrendo por algo que não tem a menor noção do que me causa. Não enquanto não vale a pena.
(12 de Fevereiro de 2010) #
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